20 fevereiro 2007

Perdidos no Mofo

O intuito da coluna é fazer pequenos comentários de filmes que nunca foram lançados em dvd no Brasil, e que talvez nunca cheguem ao mercado. São filmes muitas vezes esquecidos e não cults. Intenção: mensal.

Adoradores do Diabo (The Believers, 87)

A era do VHS se encerrou, e é uma pena ver títulos comerciais minguando. Eles faziam de tudo para vender: exaltavam, blasfemavam; títulos que hoje são verdadeiras pérolas. Um exemplo é O Ataque dos Vermes Malditos, que vem do original Tremors (Tremores). Outro é esse Adoradores do Diabo. Vem do original The Believers (Os Crentes – não no mesmo sentido que hoje se atribui aos evangélicos), que não demonstra nenhum pacto com Belzebu. Ao assistir ao filme, mais fascinado se fica, pois de Demônio só há o preconceito com diferentes cultos. O Belivers do título original se refere a crentes em Deus, com a diferença que praticam macumbas e sacrifícios. Ou seja, quem pratica sacrifícios – de animais ou de humanos – são adoradores do diabo. O que não faziam para vender? Curioso no mínimo.

O filme se inicia com um tom normal – algo muito comum em terror/suspense da década de 80 -, mostrando o cotidiano de uma família, acontecimentos engraçados. E do nada algo incrédulo, no caso, a mãe é eletrocutada pela cafeteira. O pai e o filho se mudam então para Nova York, tentando recomeçar a vida. Até que se vê num mundo de magia negra, sacrifícios, e o assassinato de crianças inocentes. O pai, por ser psicólogo, é encarregado de desmistificar todo esse fanatismo e tratar dos religiosos. Uma grande seita o coloca como alvo. Afinal, ter um filho pequeno é ideal para dar dramaticidade ao filme. Então se inicia uma instável perseguição tentando proteger o filho, começar uma nova vida e salvar pessoas.

O nome de Martin Sheen dá uma certa austeridade ao filme, que não passa de um suspense medíocre, como foi vigente na dita década perdida – mas não tanto para o cinema. São filmes assim que dão má publicidade ao cinema de gênero. E isso é triste. O suspense/terror que flerta com o absurdo só são consagrados quando vemos grandes nomes por trás, mas o cinema é feito por mais que o diretor e autor da obra, há todo um conjunto, que pode funcionar independente do realizador. Certamente, há obras referenciais que passam longe de ter uma marca pessoal, mas que resultam em filmes interessantes e distintos.
Nota: 4,5/10

É impressão minha, ou esse texto está muito ruim? Sejam sinceros.

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