26 fevereiro 2007

Os Infiltrados: calando minha boca

Ou: Vencedores do Oscar 2007

legenda: acertos; segundas opções = *

filme: Os Infiltrados
direção: Martin Scorsese (Os Infiltrados)
ator: Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia)
atriz: Helen Mirren (A Rainha)
ator coadjuvante: Alan Arkin (Pequena Miss Sunshine)
atriz coadjuvante: Jennifer Hudson (Dreamgirls)
roteiro original: Pequena Miss Sunshine
roteiro adaptado: Os Infiltrados
filme estrangeiro: A Vida dos Outros*
documentário: Uma Verdade Incoveniente
animação: Happy Feet, o Pingüim*
fotografia: O Labirinto do Fauno*
montagem: Os Infiltrados
direção de arte: O Labirinto do Fauno*
figurinos: Maria Antonieta*
maquiagem: O Labirinto do Fauno
trilha sonora: Babel*
canção: "I Need to Wake Up" (Uma Verdade Incoveniente)
mixagem de som: Dreamgirls*
edição de som: Cartas de Iwo Jima
efeitos visuais: Piratas do Caribe: o Baú dos Mortos*
curta de animação: The Danish Poet
curta-metragem: West Bank Story*
curta documental: The Blood of Yingzhou District*

Contagem final:
  • big eight: 7/8 = 87,5%
  • total sem curtas: 11/21 = 52,38%
  • total com curtas: 12/24 = 50%

Comentários:

Sinto que devo me aposentar nesse negócio de acertar Oscars, a cada ano pioro. Ao menos devo parar de apostar num nome em melhor filme. Desde Chicago erro. E isso já faz 4 anos. Até O Retorno do Rei fora preterido por mim. E Os Infiltrados ganhou para calar a minha boca, que não creia de maneira alguma em sua vitória, afinal, um policial sangrento, cheio de reviravoltas e baseado numa filme chinês não é comumente laureado pela Academia, dita deveras conservadora. Apostei naquela que estava ganhando tudo no momento, que não é ofensivo e que todos adoram: Pequena Miss Sunshine. É de se notar que as premiações consideradas prévias, de nada mais valem. O Alan Arkin sequer foi indicado ao Globo de Ouro. Os Infiltrados só havia levado o DGA. Nem o que para mim era o maior lock da noite - ao lado de atriz, claro -, que estava vencendo tudo, inclusive o prêmio do sindicato, era a fotografia de Emmanuel Lubezki para Filhos da Esperança.

Entre outras surpresas, destaco a vitória do filme dos pinguins - Happy Feet: O Pingüim -, que parece ser bem idiota, sobre o ótimo Carros. E o que é pior, a Pixar tem um Oscar pelo bobo Os Incríveis, e nada por Carros... Há também a vitória da lésbica Melissa Etheridge, pela pior canção entre as indicadas - que é do pior filme entre os indicados - "I Need to Wake Up". Pela primeira vez na história do Oscar um filme com 3 canções indicadas não leva esse prêmio. Muito especulou-se sobre ele, talvez teria apostado nela se soubesse como os vontantes gostam daquele sub-filme do Al Gore.

Muitos devem ter ficado boquiabertos com a vitória de A Vida dos Outros. Aliás, antes da Cate Blanchett abrir o envelope - assim como em canção - eu senti que tinha apostado errado. O alemão levaria. Isso é bem fácil de entender, pois para votar nessa categoria necessita-se a comprovação de ter assistido a todos os indicados. Poucos membros o fazem. Geralmente são os mais velhos e desocubados, que acabam tendo um certo preconceito com obras de gênero, ainda com um quê de terror. Só não apostei nele por falta de colhões. Afinal, são os mesmos que deixarem Volver de fora.

Gostei muito da apresentação da Ellen DeGeneres. Piadas sutis, nada muito exagerado. Dois momentos geniais: ela entregando um roteiro para o Martin Scorsese e ela pedindo para Steven Spielberg bater uma fota dela com o Clint Eastwood. Simplesmente geniais. Creio que ela deveria fazer mais algumas apresentações do Oscar. Gostei bastante também do momento musical dos comediantes. Muito boa a presentação no geral. Nenhum um pouco chata.

Ótimas montagens que Giuseppe Tornatore e Michael Mann fizeram respectivamente para filmes estrangeiros e para a história do cinema americano.

Deveriam proibir a Beyoncé de cantar, ao vivo, com a Jennifer Hudson. Tadinha, ela não tem voz perto da outra.

Ennio Morricone é o cara. Suas trilhas são excepcionais e ele merecia ao menos um reconhecimento. Fiquei triste de terem mostrado momentos de poucos filmes seus, as minhas preferidas nem apareceram lá. E Celine Dion? Poupem-me, né? Enfim, lindo momento aquele discurso final, emocionado, falando em italiano, sem ninguém entender nada, com Clint, aquele que também foi revelado com Sergio Leone, traduzindo.

Forest Whitaker fez o melhor discurso da noite. Devo dizer que fiquei extremamnete triste com esse vitória. Peter O'Toole compareceu, velho e decrépito, com um monte de doenças, 8 vezes indicado, 8 vezes perdedor. Pobre velho, todo esperançoso... Fora que ele está bem melhor que o Whitaker. Genial sua frase, quando a apresentação se abre: "Porque o senhor não ganhou Oscar por Lawrence da Arábia?" "Porque outra pessoa ganhou."

Enfim, o melhor momento da noite:

Nada melhor do que os principais nomes do cinema norte-americano da década de 70 no palco. Steven Spielberg, Francis ford Coppola e George Lucas entregando o prêmio para Martin Scorsese. Lindo!

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