09 agosto 2006

Anima Mundi 2006

Anima Mundi 2006 -
14º Festival Internacional de Animação do Brasil (Parte 3)


Bill Plympton cede a imagem do cão de
seu Guide Dog para a promoção do evento


Papo Animado John Canemaker

Confessions of a Stardreamer (EUA, 78) [72]
Bridgehampton (EUA, 98) [70]
Confessions a Stand-Up (EUA, 93) [82]
Bottom's Dream (EUA, 83) [80]
The Wizard's Son (EUA, 81) [46]
The Moon and the Son (EUA, 05) [87]

The World According to Garp (EUA, 83) [63]
You Don't Have to Die (EUA, 88) [60]
Break the Silence (EUA, 94) [60]

John Canemaker começou sua carreira no final da década de 60 e pode-se dizer que é um sujeito de sorte. Começou quando a animação era feita basicamente pela Disney, e seus desenhos não tinham o mesmo perfil. Mesmo que incorpore bastante desta, seu estilo é diferente, contrapondo unidades contínuas e descontínuas. Estudioso da área, apresentou no festival duas paletras: A arte de Mary Blair e Winsor McCay, este um dos precussores da animação, realizou diversos curtas que marcaram a história; aquela, designer gráfica da Disney, de filmes como Alice no País das Maravilhas e Peter Pan. Canemaker ganhou o Oscar de melhor curta de animação por The Moon and the Soon, além de ter sido indicado à Palma de Ouro por Bottom's Dream.

Separei os filmes em dois grupos: seus curtas autorais e trabalhos realizados para filmes e documentários. Estes são os últimos da lista, e apesar de bem feitos, é difícil analisar sem todo o contexto. John tem a fama de saber adaptar propostas de incentivo, ou campanhas humanitárias, para o mundo animado, tensionando atingir um detrminado público. Dois trechos são de documentários feitos para TV que falavam sobre o câncer infantil e sobre o abuso de crianças. O outro é um trecho animado aceito e um recusado para o filme O Mundo Segundo Garp.


Confessions of a Stand-Up

Confessions of a Stardreamer e Confessions of a Stand-Up seguem a mesma premissa, uma entrevista com um conhecido que está batalhando na vida por um espaço na vida. No primeiro, uma atriz, e no segundo um comediante de palco. O diferencial das notas reserva-se ao carisma do protagonista, sendo inegável a superioridade de Confessions of a Stand-Up nesse quesito.

Bottom's Dreams é o que mais se assemelha com a Disney. O uso de cores quentes contrastando muito com azul e verde, o traço ensandecido, personagens sem rumo... É um curta sem destino, só vai indo, sem objetivo, apenas carregando a forma e a sensação. Bridgehamptom é o desenho do seu próprio jardim. O mais experimental e o mais poético, linhas indefinidas que vão construindo figuras, formando cores, descontruindo-as, bailando. Cores mais frias são utilizadas nesse.


The Moon and the Son

The Moon and the Son é seu filme mais pessoal, alternando vídeos e fotos com animação, Canemaker volta ao seu triste passado com o pai, e através dos desenhos recria a amplidão de seus desgostos, medos e enigmas. Houve (ou há) um subtítulo, An Imagined Conversation, que revela a situação irreal da trama. De fato, a conversa, que tão devastadora seria, é uma forma de desabafar, dizer ao pai tudo que o agustiou, e sempre atravancou-se em sua garganta desde a morte do pai em 1995. Era a forma de enfim se livrar de peso. Reconstruindo momentos de um julgamento, e dos dias finais do hospital, Canemaker, num tom documental, sepultou finalmente uma alma atordoada.

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