30 janeiro 2006

Tróia

Tróia (Troy, 2004)

O filme mais esperado para mim, neste primeiro semestre de 2004, estreou na última sexta feira. E eu com grandes expectativas fui conferir hoje o épico Tróia. E o filme não me decepcionou (tá um pouco, mas foi só um pouco), gostei bastante. Um filme digno dos grandes épicos de uma não tão longínqua época áurea desse gênero de filme. Filmes como "Ben-Hur" e "Spartacus" figuram como meus preferidos, esse gênero me atrai bastante. Mas, infelizmente, Tróia não pode ser comparado igualmente a esses. Em Tróia, existem certas falhas que chegam ser contundente ao seu desenvolvimento. Dois fatores atrapalham o filme: 1º, o filme é por demais longo, chegando a ser cansativo em algumas passagens, e nos fazendo perder um pouco do interesse na história; 2º, Orlando Bloom como príncipe Páris, numa fraquíssima interpretação que beira o rídiculo (chega a ser risível sua aparição).

A história é a seguinte:Após a paz ser conquistada entre Tróia e a Grécia, o jovem conde Páris (Bloom) ao voltar para Tróia leva consigo a bela esposa de Menelau, Helena. Menelau incomformado recorre a seu irmão Agamenon, rei de Micenas, para uma invasão a Tróia. Agamenon, que sempre quis dominar este local, aceita a requisição de seu irmão e parte para Tróia, e sabendo que o único meio de derrotar o príncipe Heitor, ávido guerreiro, é convocando Aquiles e seus mirmidões, este por sua vez odeia Agamenon e só vai para ter seu nome lembrado.

Wolfgan Peterson fez bem de desistir de Batman Vs. Superman para encarar esta obra baseada em "A Ilíada" de Homero, levando-se em conta que o filme por ele desistido teria o mesmo resultado que a atuação de Orlando Bloom neste filme. Ele é um diretor de talento, demonstra isso no filme, mesmo muitas vezes sendo meio frio na hora de focar suas personagens. É um trabalho bem interessante, sabendo gastar o orçamento de uma maneira bem mais proveitosa que Ang Lee em seu "Hulk".

Brad Pitt, que até agora só recebeu críticas negativas, por mim vai ser defendido. Pitt realmente não foi feito para viver Aquiles, mas ele até toma conta do recado. Concordo ao dizer que não é uma das melhores atuações do galã, mas em nenhum momento ele faz feio, as "caras e caretas" que todo mundo critica, a meu ver não passa de um estado emocional do personagem...e fora o fato que ele é ofuscado em todas as cenas em que Orlando Bloom está presente, devido a sua alta de convicção e expressão facial digna de um bom ator (Bloom).Já a grande surpresa foi ver Eric Bana em uma ótima atuação...isso mesmo, aquele cara inexpressivo que fez "Hulk". Ele é o melhor do trio principal, e está bem, não utiliza de caricatura e tal. Mas sem dúvida quem vai colher os louros merecidamente é o fantástico Peter O'Toole como Príamo, rei de Tróia, ele está
simplesmente maravilhoso, mesmo falando muito pouco com palavras, ele fala bastante somente com suas expressões. Ah, sem me esquecer Diane Kruger foi bem selecionada para Helena de Tróia, ela realmente é belíssima.

Outra coisa que eu gostaria de destacar é o roteiro, que tem algumas falhas, mas no geral é o alicérce do filme. Com boas sacadas, como a utilização da crença mitológica por parte dos gregos, mostrada com o ritual a morte. A única coisa negativa que vi, foi a má utilização de clichês. No filme existem diálogos tão patéticos quanto os diálogos do romance de Ben Afflec e Kate Beckinsale no excelente "Pearl Harbor".

A trilha sonora é muito bonita (eu ainda não escutei a de Gabriel Yared, que foi descartada, em seu site oficial), mas James Horner conseguiu fazer algo satisfatório. A fotografia, figurinos e cenários são primordiais, e com certeza devem ser indicados ao Oscar (acho que Tróia vai levar muitas indicações técnicas). Acho que é isso, vejam o filme e tirem suas próprias conclusões. É um filme muito bom e merece reconhecimento.

Nota: 84/100

Postado originalmente em 17/5/04.

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