30 janeiro 2006

Ray

Ray (Ray, 04)


Ray Charles foi um gênio da música, inovando toda uma área misturando o gospel com o blues.
Sem dúvida que a trasnposição de sua vida e obra para as telas é algo que merece respeito e ser apreciado, afinal não é todo dia que resolvem mostrar para o mundo como o setor musical no mundo está cada vez mais decadente e como em outrora houve quem fizesse jus a isso. Ray Charles foi um deles, e um filme sobre sua vida vai com certeza trazer um pouco de bom gosto para jovens (ou mesmo adultos) que acham que Linkin Park, Blink 182, Jota Quest, Charlie Brown Jr. e outras diversas porcarias que invadem a mídia e se tornam do dia para a noite sucessos. Pois sim, o cenário musical está cada vez mais infestado com "artistas" cada vez mais modistas e esteriotipados, que apenas fazem dinheiro, porque a arte foi esquecida com os grandes e são poucos atualmente que conseguem resgatá-la. Por isso defendo que cada vez mais façam cinebiografias sobre artistas conceituados da música. O ano passado além desse Ray, trouxe outra cinebiografia, ainda melhor: De-Lovely - Vida e Amores de Cole Porter. Uma pena que este último não teve o mesmo apelo comercial que Ray, pois Cole Porter é outro excelente artista da vertente Jazz que merecia ser descoberto pelos abobalhdos que acham que Charlie Brown Jr. é cultura.

Posso até dizer que Ray é um ótimo filme para você conhecer melhor a vida do genial Ray Charles, pois o filme narra fato por fato contundente na vida dele, mas se você quer relamente conhecer melhor a obra do sujeito a maneira vai ser baixar seus mais famosos hits na internet, pois é um filme que se apoia mais na vida árdua de Ray do que em suas canções e obras musicais. Culpo Taylor Hackford, ums dos mais meia-boca diretores de aluguel, por não transformar a história de um dos maiores nomes do Blues em um grande filme, uma verdadeira homenagem ao personagem título. Hackford é impreciso, e assim como Foster em Em Busca da Terra do Nunca passa a sensação que qualquer um com um mínimo de cérebro conseguiria fazer o mesmo trabalho. E o pior é que ainda indicam o medíocre para o Oscar de Melhor Diretor. Se nem para filme merece, muito menos para a fraca direção.

Eu gostei do filme e tudo graças a uma pessoa: Jamie Foxx. O cara está simpelmente idêntico a Ray Charles, seja na voz, nos trejeitos, no visual ou nos gestos. Se não existisse ele no mundo e ele não fosse escalado para esse papel dificilmente a celulóide seria o que é. Porque Ray é Jamie Foxx e a trilha sonora. Muitos falaram que Daniel de Oliveira estava fantástico em Cazuza - O Tempo Não Pára, mas isso só acontece porque não viram Jamie Foxx nesse filme. Fora que é muito complexo de se interpretar um cego cheio dos "cacoetes" do que um porra-louca. Foxx é o cara e por enquanto meu grande candidato ao Oscar de Melhor Ator, não houve uma indicação mais justa para esse filme do que para ele. Deviam ter contratado esse cara para dirigir o filme também, qualquer coisa é melhor que Hackford.



Voltando a comparações, porque é aparentemente a única coisa que sei fazer, a desvantagem que esse filme leva de De-Lovely, é o fato de a música do jazzista bissexual estar evidente em todo momento do filme. Seja nas cenas musicais, seja nas apresentações, seja na música de fundo. E Ray que tem uma história mais interessante e um ator muito melhor encarnado perde justamente por tornar algumas cenas maçantes. Ray Charles é música, não só sofrimenetos e drogas. Portanto o filme deveria ter sido invadido com mais hits como Lonely Avenue e Do I ever Cross Your Mind.

Os outro fatores positivos do filme são a trilha sonora, porque como já falei Ray Charles é um gênio. E C.J. Sanders, o garotinho que faz Ray quando criança. Eu gostei muito desse garoto, ao contrário de Freddie Highmore de Em Busca do terra do Nunca que todos disseram ser a nova revelação do cinema. Visualmente é um filme bonito, com um belo figurino e fotografia. Só que não entendo porque a Academia tem a horrível mania de indicar os candidatos a Melhor Filme na categoria de Montagem. Porque a montagem de Ray é tão comum quanto a de Em Busca da Terra do Nunca e de qualquer outro filme. Não merecia indicação para isso, e mesmo assim dão. E eu não sei porque, se alguém souber me explicar.

Por enquanto o mais fraco dos indicados a Melhor Filme. Pelo menos vai ganhar ator. Jamie Foxx é o cara. Ray Charles é o cara. Mas Taylor Hackford não.

Indicações: Filme, Direção, Ator, Som, Montagem e Figurino.

Nota: 68/100

Escutando: CD (Flowers - Rolling Stones); Música (Everybody's Gotta Learn Sometime - Beck)

A Descobrir

Em Busca do Vale Encantado (The Land Before Time, 89) - Uma das minhas animações preferidas, esse filme conta a história de dinossauros filhotes que após choques de placas tectônicas são separados dos pais. A fome assola tudo quanto é lugar e apenas no Vale Encantado que eles vão ser feliz de novo. O fato de eu gostar tanto deste filme está ligado ao fato de ter sido o filme que eu mais assiti quando era uma criança pura e tenra (não que eu não seja ainda). Um dos grandes clássicos da animação comandao por um de seus gênios, Don Bluth. Qualquer pessoa que já teve infância em sua vida não tem como não apreciar essa bela fábula. [100]

Postado originalmente em 15/02/2005.

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