30 janeiro 2006

Os Incríveis

Os Incríveis (The Incredibles, 2004)


É difícil eu desgostar de animações, não devem se contabilizar 10 no total. Mas não é por isso que não merecem créditos. A nova animação da Pixar/Disney é muito boa, diversão de primeira, e inovadora para a produtora. Inovadora por que? Porque utiliza mais do humor adulto, o humor satírico e irônico, o famoso humor negro, mesmo sendo um filme bem família. O que Shrek fez em 2001 foi abrira porta para o uso dessa fórmula em animações, agradar não só ao pimpolho, mas também as seus pais que vão apenas para acompanhá-las. É querer conquistar o maior número possível de adoradores do filme, é querer ganhar muito dinheiro.

A película é mais um filme de ação e super-heróis, só que desta vez feita inteiramente no computador. E com um toque muito maior de humor. Afinal quem é que processa um super-herói por evitar sua morte? Só mesmo o persongem de Os Incríveis, que processou o Sr. Incrível por evitar sua morte causada por uma queda de um prédio alto. E porque o processo? Porque a intenção dele era o suicídio, e o herói valente o impediu de alcançar seu objetivo. Esse é o ponto de partida. Os super-heróis foram proibidos de bem feitorias, pelos estragos que causam. E anos depois, Robert Parr ainda se vê em seus dias gloriosos, mesmo impedido. E é com a oportunidade de vestir mais uma vez seu uniforme que ele se arrisca, assim como a sua família. Uma família inteira constituída por pessoas com poderes fora do comum: Sr. Incrível e sua força descomunal; Mulher Elástico e sua elasticidade (duh); Violet e sua invisibilidade e poder de formar campos de força; Dash (Flecha) e sua incrível velocidade; e Jack-Jack e sua, ãh, aparentemente nada.

Sinceramente eu não sei o que me fez não gostar tanto do filme, é um dos mais fracos da parceria. Não sei se foi por colocar super-heróis como personagens principais, já que atualmente já fui overdosado com esse tipo de filme, ou se é em si por não conter todas aquelas coisas "mágicas" que geralemente me agradam em animações. Só sei que está longe de ser a maravilha que anunciaram. É um filme bacana, isso não se pode negar, mas a partir do momento que você entra no cinema e se depara com mais uma comédia de ação, só que desta vez feita com as maravilhas digitais, não há muito com o que se encantar. O que foi diferente com O Expresso Polar, um filme que assisti e saí fervoroso e inebriado.

Pelo menos podemos destacar as muito bem construídas personagens. Já que os poderes sempre condizem com sua personalidade. Quem não vai se identificar com pelo menos um deles? O que mais gostei foi o Sr. Incrível, aquele brutamontes trapalhão que não vê a hora de ter a glória novamente.

Eu estava gostando do filme bem mais no começo, quando o humor prevalecia, as coisas do cotidiano. Os seres humanos em foco, a análise do ser humano de uma maneira peculiar. Os costumes, os esteriótipos, as características. Mas teve a reviravolta, e tinham que agradar mais a criançada, implantou-se toda a ação do filme e aproveitou para enxertar lições de moral pequeninas. Eu provavelmente teria me interessado bem mais se fosse a história dos Parr após a decadência, tendo de se ajustar ao cotidiano regular das pessoas normais. Uma comédia dos erros. Mas mesmo assim a celulóide não decepciona os amantes do gênero e uma boa amostra do bom e clássico cinema pipoca.

E o menino que vê Robert Parr irritado levantado o carro é o máximo.

Nota: 70/100

Escutando: CD (Tigermilk - Belle and Sebastian); Música (Fool's Overture - Supertramp)

A Descobrir

A Felicidade Não se Compra (It's a Wonderful Life, 46) - O #6 na minha lista de preferido é esta fábula natalina de Capra. O filme que conta a história de um rapaz que está na desgraça durante o Natal, e descobre valer mais morto do que vivo, então decide se matar. Um anjo então é nomeado para ajudá-lo, dando-le a oportunidade de ver como seria a vida das pessoas se ele nunca tivesse existido. James Stewart é um show de carisma. O filme fantástico, humano e porque não cômico e romântico. Um filme para se descobrir, e não apenas uma vez, porque a cada vez que o vejo mais eu gosto. [100]

PS: A imagem do Jack-Jack foi colocada em homenagem a Mel, que amou tanto essa persoangem.

Postado em 27/12/04.

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