30 janeiro 2006

Os Esquecidos

Os Esquecidos (The Forgotten, 2004)



Eu ainda não consigo entender porque eu fui assistir esse filme. Sinceramente, não entendo. Lembra quando eu falei no post de O Expresso Polar que eu saí encantado da sessão, apaixonado? Pois é, neste foi exatamente o contrário, saí com o ódio e repulsa a tamanha estupidez cinegrafada (sim, cinegrafada não dirigida) por Joseph Ruben. Ainda não entendo como atores de porte como Julianne Moore e Gary Sinise se envolvam em tais estapafúrdios projetos. O filme, neste ano nos cinemas, só não é pior que o horripilante Chamas da Vingança. Sabe quando você sai da sessão com a impressão de que o cinema em geral está cada vez pior? Agora imagina quando você sai da sessão e pensa que o cinema pipoca (aquele despretensioso, que tem só tem por única obrigação divertir) está perdido. Isso sim é grave. Porque gastam dinheiro produzindo tanta bobagem?

A primeira coisa que devo dizer quanta a direção é que ela não existe, todos os atores estão periddos, as cenas não tem lógica, o roteiro desprezível. Se vocês conseguirem, por favor me expliquem porque num filme de ETS, nenhum aparece. Ah, e se possível me digam porque as coisas são sugadas para o céu. E também me digam o porque eles tentaram mesclar vários tópicos e temas e desenvolvê-los tão porcamente. Bom, essas indagações e o filme têm algo em comum, não há respostas condizentes.

A principal falha do filme é ter um roteiro tão absurdo que até os mais fanáticos por bizarrices e conspirações acabam achando a película por demais extravagante (se assim posso denominar esse filme). Disseram: "o filme é para os órfãos de Arquivo X", eu particularmente nunca assisti e detestei Os Esquecidos, e quem é fanático pela série partilhou da mesma opinião que a minha.
Não há lógica alguma no filme, e ainda tenta passar mensagens sentimentalistas e de que o amor vence tudo, blá blá blá. Cada vez mais os blockbusters hollywoodianos tornam-se mais piegas e clichês, e não de uma maneira boa e necessária. A celulóide seria muito superior se terminasse de um jeito que não estragasse o clima que tentou ao longo do filme inteiro passar. Como me irritam esse tipo de final moralista.

Agora a parte boa do filme, a sempre maravilhosa Julianne Moore. Se não fosse por ela, o filme seria mais insuportavelmente chato. Sua atuação não é expecional, mas para o padrão do filme, onde Dominic West e Gary Sinise (e pensar que essa cara já teve atuações excelentes) estão beirando o ridículo, com atuações caricatas. Moore devia rever seus conceitos quanto a escolha de roteiros.

Uma pena nem como comédia serve. Porque nem rir com tamanha idiotice você consegue. O filme tenta ser sério, passar um drama por trás de toda superficialidade da trama, mas o drama acaba sendo mais superficial que toda trama. Salva-se algumas aturáveis cenas e a incrível Julianne Moore. Nem a trilha sonora deste é boa, como a de Chamas da Vingança. Eu diria que
não gostei do filme porque eu não acredito em ETS, mas isso seria uma mentira devido a filmes como E.T. - O extraterrestre e Contatos Imediatos de Terceiro Grau.

Nota: 25/100

Escutando: CD (OST The Notebook- Aaron Zigman); Música (Moon River - Audrey Hepburn)

A Descobrir

O Último Tango em Paris (Ultimo Tango in Parigi, 72) - Surpreendo-me cada vez mais com Bernardo Bertolucci e Marlon Brando. O melhor filme de Bertolucci, e a melhor atuação de Brando, e eu pensando que nunca veria uma atuação melhor que a do velho Don Corleone. Com uma premissa simples e um roteiro absolutamente fantástico, o filme narra a história de duas pessoas desconhecidas que se encontravam em um apartamento para fazer sexo, sem nunca trocarem nomes ou histórias. Um filme deprimente, e não por menos extraordinário que mostra sa verdadeiras facetas do ser humano. Não tenho mais palavras para descrever como esse filme é maravilhoso, pois elas são
insuficientes. [100]

Postado originalmente em 05/12/04.

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