30 janeiro 2006

O Dia Depois de Amanhã

O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow, 2004)

O Dia Depois de Amanhã é um típico filme hollywoodiano feito para ganhar dinheiro e entreter o público. Essa fórmula já foi muito bem utilizadas em todos filmes catástrofes, como o fraco "Independence Day" e o divertido "Godzilla" (ambos de Emmerich) e os filmes sobre meteóros, "Armaggedon" e "Impacto Profundo" além de outros. Todos são extremamente patriotistas, colocando os EUA como os salvadores do mundo, e para mim isso nunca foi um problema, é apenas um filme para você curtir...apreciar visualmente e ocasionalmente dar boas risadas, não quer dizer que eu vá começar a idolatrar o país de Bush, minha opinião sobre tal será a mesma. Para quem tem uma opinião contrária a minha se identificará mais com esse, O Dia Depois de Amanhã, do que com os demais. Mesmo sendo uma pequena crítica a Bush, sobre não ter assinado o Protocolo de Kyoto, com toda aquela política de que a poluição traz riquezas, e é necessário para toda economia mundial e blá blá blá. Pelo menos é crível. Mas como todo filme desse gênero há uma certa necessidade de redimição, encarnado no patético-risível-clichê-piegas discurso final do Presidente Americano.

Eu, ao contrário de muitas pessoas não acho Roland Emmerich um péssimo diretor, eu gosto dos filmes dele, com exceção de "Independence Day"...Me surpreendi muito com "Godzilla", achando-o muito divertido. Adorei "O Patriota", e em minha opinião o provável meljor filme de 2000. E não foi nesse que ele repetiu o mesmo feito de "Independence Day", O Dia Depois de Amanhã é um filme que cumpre tudo o que promete. E o bom dos filmes de Emmerich que por mais que os diálogos não sejam de primeira, possui um acervo técnico impecável.

Uma fotografia espetacular, direção de arte fora de sério e efeitos visuais de deixar qualquer um de boca aberta, então já temos o vencedor do Oscar nessa categoria. São realmente primorosos, além da ótima trilha sonora. Vou mencionar novamente o caso "Hulk", que gastou porcamente 150 milhões de dólares enquanto este primorosamente 100 milhões. Falo assim pois ninguém espera desses filme um excelente roteiro, ou atuações espetaculares, o objetivo de ver esse filme é se arrepiar com as cenas. E esse consegue, até deixa a gente com frio no cinema... Coisa que "Hulk" não faz, a única coisa que sentimos ao vê-lo, além de ódio é descrença em si mesmo pór ter gasto 7 reais para ver um filme tão ruim.

Vamos a história: O aquecimento global tem provocado o derretimento das calotas polares. Isso tem feito com que ocorra uma terrível mudança climática no Hemisfério Norte, causando a mudança da tempuratura das correntes marítimas e a desanilização dos oceanos. O professor Jack Hall, previu isso e havia bolado um projeto que pudesse controlar a situação, mas como aconteceu antes do prazo, lhe faltou tempo. Numa trama paralela ao fim do mundo, Jack Hall vai atrás de seu filho em Nova York, onde ficou preso devido as tempestades e geleira. A era do glacial volta...

Dennis Quaid mais caricato impossível, completamente apático, e sem muitos destaques. Jake Gyllenhaal é um excelente ator, provado no fantástico "Donnie Darko", mas ele só brilhará de novo se derem para ele outro papel de pessoa perturbada, e não de menino bonzinho. Por isso que está apenas regular nesse filme, ele é que nem Edward Norton, precisa de espaço para suas atuações psicóticas que são memoráveis. Isso foi apenas uma comparação de estilos, tenho noção que Edward Norton é muito melhor ator que Gyllenhaal.

Outro grande fator do filme são os diálogos, não tem como não rir do grau em que é utilizado a pieguice e clichês. Acho que se não fosse esses risíveis diálogos, não teria me divertido tanto. Outra coisa do roteiro, que menor no contexto, é o pequeno romance que sempre tem que ocorrer no filme. E não pode-se falar que isso estraga o filme, porque graças a ele não haveria aquela mobilização para ir ao barco buscar medicamentos.

Concluindo, o filme é uma diversão de primeira, só não ir esperando algo político ou que possa mudar nossa vida. Ir para se divertir, apreciar a tecnologia cinematográfica atual, e curtir, dar boas risadas. E ver o mundo sendo destruído com estilo, ainda mais que cientistas americanos afirmam que há 50% de chances de isso ocorrer até o fim do século se continuarmos no mesmo
ritmo de hoje.

Nota: 70/100 (no lançamento e na crítica); 57/100 (revisão)

Postado originalmente em 01/06/04.

1 Comentário(s):

Anonymous Anônimo disse...

Olha, tudo bem que você odeia o Bush e filmes que colocam os EUA na frente (também odeio - todos odeiam), mas não esculacha. Eu não vou começar a reclamar do teu cú aqui no meio, por exemplo. Vai reclamar da tua mãe!

setembro 02, 2007 3:54 PM  

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