30 janeiro 2006

Meu Vizinho Mafioso 2

Meu Vizinho Mafioso 2 (The Ten Whole Yards, 2004)

Meu plano inicial era ver Zatoichi na 28ª Mostra BR de Cinema, o novo filme do renomado diretor japonês Takeshi Kitano, mas por uma indiferença do destino a sessão estava esgotada. Sobrou-me este filme então, que tinha curiosidade de ver, pois gostei do primeiro. Mas infelizmente este segundo não chega aos pés do original, as piadas se repetem e tornam-se chatas, a história é praticamente a mesma, e abusa por demais de piadas escatológicas. Além de trazer a tentativa de agradar mais ao público jovem com o uso constante do pastelão (cenas com quedas, porradas, e coisas do gênero é o que mais se encontra no filme). Mas vejamos o lado positivo, nem todas cenas de comédia são ruins, algumas são boas, e conseguem salvá-lo do desastre completo.

O diretor é completamente incompetente, sem criatividade alguma, e transforma em alguns momentos num romance piegas e clichê, onde, obviamente, dá tudo certo no final. E isso me irrita profundamente, transformar comédias descompromissadas, feita exclusivamente para rir,
romanceando-as de um modo meloso. O roteiro não ajuda nada também, pois a história original do primeiro, se torna repetitiva no segundo.

Após o primeiro filme, Oz está vivendo felizmente com sua esposa quando é abordado por Lazlo Gogolak e seus capangas à procura de Jimmy Tudesk, que havia matado seu filho. Oz consegue
fugir desta emboscada e vai atrás de Jimmy para conseguir proteção. Lazlo o segue e começa assim a perseguição.

O filme é uma perdição. Bruce Willis está completamente caricato e fora de si, está ridículo no papel, não conseguindo atingir um senso cômico decente. Matthew Perry é melhor em Friends,
Chandler Bing é o papel de sua vida e isso já é fato; e mesmo que repita seu papel não consegue convencer. Amanda Peet continua linda e uma boa atriz. Mas quem roubou a cena foi o fraco Kevin Pollak, como Lazlo Gogolak, e pensar que no último filme ele foi o filho de Lazlo. Simplesmente hilário.

O filme infelizmente não consegue se destacar por nada. O primeiro filme foi um sucesso de bilheteria, e os gananciosos de Hollywood quiseram ganhar dinheiro com isso, lançando esta continuação puramente comercial. Só agrada aos fanáticos por esse tipo de comédia descerebrada. Uma pena ser tão inútil esta continuação.

Nota: 48/100

Escutando: CD (Storytelling - Belle and Sebastian); Música (You Are So Beautiful - Joe Cocker)

A Descobrir

O Homem que Amava as Mulheres (L’Hommi qui aimait les femmes, 1977) – Finalmente pude conferir a genialidade de François Truffaut, este O Homem que Amava as Mulheres é uma aula de como agir perante uma mulher. Contando a história de um homem que amava as mulheres e resolve escrever um livro sobre isso, Truffaut mostra toda sua sensibilidade num filme inesquecível. Um filme para ficar na memória das pessoas. [92]

Postado originalmente em 07/11/04.

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