30 janeiro 2006

Kill Bill vol.2

Kill Bill Vol. 2 (Kill Bill Vol. 2, 2004)

Fazia tempo que não via um filme em dia de estréia. E voltei a fazer isso com glória. Kill Bill se fosse produzido como um só filme, provavelmente seria um dos melhores filmes já feitos, mas fizeram a burrada de dividí-lo. Ainda se eu for fazer uma comparação com o primeiro, tenho que dizer que gostei mais do primeiro, sem tirar os méritos deste "novo" filme (certo, novo, mesmo a maldita Lumiere ter enrolado meses para exibí-lo no Brasil). Entendo perfeitamente porque muitas pessoas preferem o segundo ao primeiro, parafraseando Raphael : "o primeiro é filmes estilo filmes japoneses da década de 70, geralmente com Bruce Lee; já o segundo é Sérgio Leone". Certo que gosto muito de Leone, mas o primeiro filme da série de Trantino me cativou mais; provavelmente ao maior deboche.

Quentin Tarantino é um gênio, mesmo sendo este o pior que vi dele, não deixa de ser soberbo. Tarantino reinventou um gênero, transformou e criou em cima dele. O cinema de Tarantino é doente, cômico e exagerado, uma fórmula até agora perfeita e infalível. Não digo que sou um grande fã dele, aprecio muito seu trabalho e respeito muito, o acho um dos grandes diretores do cinema, mas não posso dizer que sou fascinado pelo cara como muitas pessoas são.

Vou repetir a sinopse do primeiro filme, para não estragar para quem não viu: Uma Thurman é A Noiva, perigosa assassina que no dia de seu casamento com o líder do grupo, Bill, sofre um ataque encomendado por ele e executado por suas antigas parceiras. Sobrevive, mas fica 4 anos em coma. Quando acorda, a única coisa que quer é vingança.

O mais genial de se assistir Kill Bill Vol. 2 é poder vislumbrar a razão de tudo que aconteceu no primeiro filme e em parte do segundo, como é que foi o massacre. Além de ter cenas sensacionais, como o treinamento com Pai Mei, a luta entre (Pi) e Elle, e o reencontro com Bill, e como será a técnica 5 Pontos que Explodem o Coração? Cenas que vão entar para história.

Uma Thurman é uma ótima atriz; David Carradine também, assim como todo o elenco. Tá bom, ou quer mais?

A trilha sonora é com certeza uma das coisas que tornam o filme tão bom, quase toda recheada de clássicos do faroeste de Leone, compostas pelo gênio Ennio Morricone. Não sei se gosto mais da trilha do primeiro ou do segundo. Gosto mais também do figurino do primeiro filme, a roupa de colegial e a roupa amarela de 'A Noiva' me chamaram muito a atenção. O filme é genial, assista e comprove isso. Gostaria de ressaltar que quem for assistir o filme esperando litros e litros de sangue como no primeiro irá se decepcionar, o filme é mais focado na história. Deveriam fazer uma ode a Tarantino...

Nota: 89/100

Escutando: CD (OST Velvet Goldmine - Vários); Música (Words - Bee Gees)

A Descobrir

A Outra (Another Woman, 88) - O único drama que vi de Woody Allen, aliás um dos poucos filmes que vi de Allen, e que me cativou muito. O filme é a história de uma mulher que vive ao redor do fato "outra" (ela é, e sofre disso). O filme se torna muito interessante a partir do momento em que ela resolve tomar atitudes. Um filme que deveria ter mais destaque. [79]

PS: Parabéns, Mel!

Postado originalmente em 9/10/04.

0 Comentário(s):

Postar um comentário

<< Voltar