30 janeiro 2006

Igual a Tudo na Vida

Igual a Tudo na Vida (Anything Else, 03)

  • Dia: 22 de Agoosto de 2004 (domingo)
  • Local: Espaço Unibanco de Cinema, em São Paulo
  • Evento: Mostra Hitckcook/Truffaut

Bom, o que isso tem a ver com o novo filme do neurótico Woody Allen? Imagino que devem a se perguntar isso. Na verdade, nada e tudo. Sim, Igual a Tudo na Vida em teoria nada teria ver com Hitckcook ou Truffaut. Mas se não fosse pelo mostra só iria vê-lo numa futura exibição do Telecine. Foi indo nesta mostra, ansiosíssimo para ver o clássico "Jules e Jim - Uma Mulher para dois" de Truffaut que assisti o novo filme do neurótico Woody Allen. Já estava até imaginado o dia que contaria ao meu filho do dia que fui ver "Jules e Jim" no cinema. Mas não, a sessão tinha que estar esgotada, me restando apenas o filme de Wooody Allen. eis que a minha programação, planejada duas semanas antes foi arruinada. Nada contra Woody Allen, mas é Truffaut no cinema.

Quanto a Igual a Tudo na Vida, devo dizer que me surpreendi. Esperava um filme mais fraco, ainda mais por contar com Jason Biggs no elenco e ser mais uma cópia de seus filmes. Mas me diverti bastante, o roteiro todos já conhecem: homem cheio dos cacoetes se apaixona por mulher e tem alguém como conselheiro. É nesse simples fato que se baseia a história, e desta vez o homem apaixonado não é Woody Allen, é Biggs.

Woody Allen mais uma vez mostra seu talento como argumentista, com cenas muito boas - e uma hilária - e ágeis. Em nenhum momento o filme é comprometido, e seu resultado é positivo. Certo que não é nenhuma maravilha, mas de certo funciona como uma boa diversão. Sempre vale a pena ver o mala e neurótico Woody Allen em ação.

Jason Biggs é fraco, mas me surpreendeu, pensei que fosse ser pior. Allen na ânsia de conseguir um substituto encontrou alguém perfeito para imitar seus trejeitos. Biggs é uma cópia do Allen da década de 70. Cristina Ricci é maravilhosa, linda e a cena que está de calcinha e blusinha é breathless. Além de ser uma ótima atriz, super carismática. Outro destaque é Stockhart Channing, muito engraçada, cheio das manias de mãe liberal.

Destaque também para a trilha sonora, cheio de Jazz da década de 50. Vejam o filme, e descubram que Allen continua um bom diretor, apenas não mais o mesmo de antigamente.

Nta: 66/100

Escutando: CD (The Queen is Dead - The Smiths); Música (Melody Fair - Bee Gees)

A Descobrir

Gigot (Gigot, 62) - Primeiro e único filme dirigido por Gene Kelly, Gigot é uma história cheia de ternura e compaixão que conta sobre um um cara, mudo e solitário que um dia ajuda uma garotinha e acaba por criar um amor paternal pela criança. Um filme muito bom, com ótimas doses de comédia. Foi um bom começo para Kelly. O único fator negativo é o final, bobo e inútil, tirando isso o filme é divertidíssimo. [82]

Postado originalmente em 08/09/04.

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