30 janeiro 2006

Especial: Brian Wilson

Estranho. Devem estar se perguntando o que Brian Wilson tem a ver com cinema. Ou até mesmo quem é Brian Wilson. Mas é que tal gênio merece muito mais que um simples espaço neste blog pseudo-intelectual, mas estou tentando fazer minha contribuição. Abrindo um parênteses nas minhas críticas amadoras para falar da maior mente dó rock e de seu show no último 7 de novembro.

Brian Wilson é indicutivelmente a maior mente criativa do rock. Ele é o autor do super consagrado Pet Sounds, que conta com treze obras-primas, e do mais recente Smile. A obra que demorou 37 anos a ser lançada. Com certeza, Smile já entrou para história, e tudo graças a imensa qualidade do cd. Eu sou meio suspeito para falar deste gênio, já que Pet Sounds é meu álbum prefeirdo, e ele é um dos meus maiores ídolos, se não for o maior, mas posso afirmar sem sombras de dúvida que se não fosse ele o rock não seria o mesmo. Brian Wilson é a razão dos Beatles serem o que são, e o que o rock é hoje em dia. Imaginem um mundo sem God Only Knows ou Wouldn't It Be Nice. Impossível.

Depois dessa babação mediocremente escrita sobre alguém como Brian Wilson, me remeto um pouco ao show. Ao maravilhoso show, no Jóckey Club de São Paulo, no último domingo às 20:30. Eu tenho que parabenizar a Tim por ter conseguido trazer tal personalidade do rock; mas também tenho de criticar pela imensa falta de respeito com a audiência e com o próprio Brian Wilson. Para começar, a Tim anunciou um show com mais de duas horas e meia, e com o Smile na íntegra - foram tocadas três músicas do Smile (Our Prayer, Heroes and Villans e Good Vibrations), num show com menos de duas horas -, e segundo, como foi pedido um show com cadeiras, eles aproveitaram para ganhar dinheiro colocando garçons passando pela platéia - parecendo um bar. Uma completa falta de respeito. Mas nem isso fez com que o show fosse menos maravilhoso.

O show abriu pontualmente com a maravilhosa Sloopy John B, e terminou com a igualmente maravilhosa Love and Mercy, da carreira solo. Nesse meio houve tempo para tudo, lá estavam todos os maiores hits. Eu só fui realmente me tocar que estava vendo tal excepcionalidade quando ele começou a tocar In My Room, e eu me derramei em lágrimas de emoção. Isso durou durante as fantásticas Darlin', Imagination, Surfer Girl, I Get Around, Don't Worry Baby, Please Let Me Wonder, Wouldn't It Be Nice, entre outras. Isso já foi com certeza motivo de delírio para mim, Raphael, Gabriel e Mel - que me acompanharam no show.

Brian Wilson é super carismático, mesmo estando velho e cansado, não podia ser mais simpático. Sempre se comunicando com a platéia, fazendo coreografias durante as músicas, e dizendo "Obrigado". E percebeu-se o quão feliz ele ficava quando as pessoas formavam um coro e cantavam junto com ele, tanto que em duas músicas - California Girls e God only Knows - ele até pediu para que todos cantassem, abrindo um sorriso de lado a lado. E isso prova que ele não é só maravilhoso como artista, mas como pessoa também.

Depois de tocar as três músicas do Smile, e alguns outros sucessos, ele saiu para um intervalo. E voltou dizendo: "Let's do some dancing music", e para delírio geral começou com Do It Again, e todos que já estavam de pé para aplaudí-lo começaram a se contagiar com a música, a dançar e
a pular. Depois veio Help me Rhonda, e se intensificou quando começou: "A Bar bar bar bar Barbar Ann", Surfin' USA e finalizando com Fun, Fun, Fun.

Depois de outro intervalo: "no more rock'n'roll, this is Love and Mercy", aí eu já sabia que tinha acabado, que infelizmente aquele show maravilhoso estava no fim. Que nunca mais o veria pessoalmente, e que nunca mais seria agraciado com tal oportunidade. Mesmo com os problemas de organização, posso dizer que esse foi o melhor show que já vi, e que nunca tive tanto prazer em ser fã d'A LENDA. E quero ressaltar o quão a banda de apoio foi maravilhosa, parecia que os Beach Boys voltaram, vocalizações perfeitas.

Melhores momentos: Vários, entre eles: In My Room, Don't Worry baby, God only Knows, Sloop John B, Barbara Ann, Surfin' USA, Heroes and Villans, Our Prayer e Love and Mercy.

Piores momentos: Musicalmente nenhum, apenas os garçons passando.

Infelizmente colégio e prova me fizeram perder a oportunidade de conseguir um autógrafo com ele segunda feira na FNAC.

Sinto pena de quem perdeu tal momento histórico, não indo ao show.

Escutando: CD (Live at Knebworth - The Beach Boys); Música (I'm Waiting For the Day - Beach Boys)

Postad originalmente em 10/11/04.

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