30 janeiro 2006

Escola do Rock

Escola de Rock (School of Rock, 2003)

Por onde começar? Sinceramente não sei por onde eu começo a falar sobre este ótimo filme. A Escola do Rock conta com elementos tão favoráveis e apenas um negativo, e não que esse ponto negativo seja ruim, mas torna a história um pouco inverossímil, passagens sem um pouco de lógico devido justamente a isso, mas que não deixa de ser compreensível devido ao contexto. E que ponto negativo é esse? O fato do filme ser politicamente correto ao extremo. Peguemos filmes como "Quase Famosos" e "The Doors", que contam histórias de bandas de rock, e vejam se é exatamente como Dewey Finn descreve a arte do rock. Não que isso seja uma crítica negativa, concordo que falar todas as "verdades" do rock a um bando de crianças de 10 anos não tem cabimento. Mas acaba caindo em clichês e tendo moral no final, o que a meu ver, não condiz com filmes de rock.

Agora os pontos positivos. A direção é uma grande surpresa, já começa impondo respeito, mas nada que seja extraordinário, pelo menos marca sua presença, e apresenta fórmulas a história que funcionam. Volta e meia ele explora as principais qualidades do filme, Jack Black e o rock. Simples sua fórmula, mas com esse método ele deixa que o que realmente vale no filme prevaleça, jogando o roteiro com alguns buracos para segundo plano.

Dewey Finn é expulso de sua banda por não levar nada a sério e pela banda estar querendo ganhar uma competição, seu colega de apartamento, Ned Schneebly, por influência da namorada, começa a cobrar o aluguel atrasado ou ele seria despejado. É nesse momento em sua vida que ele recebe uma ligação de um colégio particular oferecendo um emprego como professor substituto a Ned. Necessitando da grana, Dewey se passa por Ned e assume o emprego. Não sabendo exercer a profissão ele começa a não fazer nada, quando descobre que a molecada de 10 anos é excelente como músicos clássicos. É aí que ele vê uma oportunidade de montar uma banda e ganhar a competição.

A Escola de Rock foi feito para Jack Black roubar a cena em todos aspectos. Como ator, roqueiro e cômico. O cara é genial, nem tem como elogiar. Ele é tudo que um ator novo no cenário cinematográfico pode querer ser. Não tem como não gostar dele. Com estilo bem pateta de ser, ele acaba sempre por chamar a atenção ora com as palavras, ora com os gestos. Fantástico. Outra pessoa que se sobressai é Joan Cusack como diretora caretona que todo mundo odeia, também engraçada, mas sempre ofuscada pelo excelente Jack Black.

A trilha sonora é a outra coisa que chama muita atenção no filme. Resgatando grandes sucessos do rock, com nomes como Iggy Pop, The Doors, The Clash, Ramones, Led Zeppelin, e introduzindo sua banda, o Tenacious D como a nova banda do rock (o que é um absurdo, já que a banda não tem nada de especial). Mas é legal ver a banda de Jack Black, como ela provavelmente será conhecida, tocando e sendo quase todas músicas do filme de sua autoria. É uma pena que a gravadora da trilha sonora não tenha conseguido um acordo com a gravadora do Tenacious D, assim sendo, todas músicas do grupo não consta no CD da trilha.

O filme é divertido, serve como instrumento do rock, para os fãs de cinema. E é sempre curioso ver Jack Black novamente em ação.

Nota: 75/100 - mesmo que revendo um trecho ele caia muito.

Postado originalmente em 09/07/04.

0 Comentário(s):

Postar um comentário

<< Voltar