30 janeiro 2006

Diário de uma Paixão

Diário de uma Paixão (The Notebook, 04)

Diário de uma Paixão me encantou. Certo que encontrei um número bem razoável de defeitos, mas nem por isso o filme é ruim, furado e um meio de lançar rostos novos ao estrelato. Para começar, o filme é emocionante, a história contada é contagiante - que sim, conta com clichês; mas eu não vejo nenhum problemas com clichês desde que sejam bem aproveitados e não se tornem risíveis - e (quase) todo elenco está afiado. Fora a ótima direção de Nick Cassavetes. Eu vejo o filme como uma mistura de "Lendas da Paixão", "Pearl Harbor" e um outro que não consigo me recordar do nome, e uma mistura muito bem sucedida. E vejo que a arte dos créditos disso vão para o diretor e Jeremy Leven que adaptou a bela história de Nicholas Sparks. Sim, há clichês, todos sabem o que vai acontecer - ainda mais se você for ler muitas sinopses; e se você não quiser descobrir não recomendo que leiam a do Adoro Cinema - e nem por isso o filme deixa de emocionar. O filme entra em 2º lugar na minha lista de melhores de 2004 (ano em que foi produzido e não que estreou aqui no Brasil), percebe-se o quanto gostei do filme. E algo que me surpreendeu bastante foram os elogios da crítica ao filme, já que esse é o tipo de filme massacrado pela crítica, além da ótima bilheteria nos EUA.

Nick Cassavetes, que também é ator, dirige seu terceiro filme e o segundo que vejo (gostei muito de John Q - Um Ato de Coragem). E o resultado foi muito positivo. A Folha de São Paulo e a Set descreveram sua direção como "delicada", e eu leitor e espectador concordo plenamente, uma direção suave, nunca muito ousada, mas carregada de paixão. Percebe-se a vontade e o esforço colocados por Cassavetes no filme. Esta de parabéns.

Mesmo o filme começando num ritmo lento e não mostrando nada de extraordinário, ele vai melhorando e se torna muito bom, envolvente e encantador. Duke é um senhor que assim como Allie estão internados em asilo, ele por problemas cardíacos e ela por esclerose. Um dia ele começa a contar a ela uma história de amor que ocorreu durante a segunda guerra mundial, e ela
começa a se lembrar de um romance dela no passado.

Só uma coisa não entendi no filme, e o nome disso é Ryan Gosling. Me expliquem o porque dele ter sido ecalado para o papel principal, eu não consigo entender. O cara é ruim, inexpressivo; parece o Murilo Benício, durante o filme inteiro com a mesma expressão, não importa o que esteja sentindo. Já a sua linda companheira Rachel McAdams está ótima, muito bem encarnada e provável futura queridinha de Hollywood. O elenco de terceira idade, James Garner e Gena Rowlands (a mamãe de Cassavetes), também está de parabéns. Garner, assim como McAdams, são os melhores do filme. E Rowlands cumpre seu papel. Destaque também para o Ciclope do X-Men, James Marsden. Ah, não gostei também de Joan Allen, muito caricata.

A trilha sonora é outra atrativo, linda composição de Aaron Zigman. O fotografia também é muito bonita. Uma pena que vai ser completamente ignorado pelas premiações mundo afora. É um filme simples, mas muito bonito, carregado de paixão e emoção, que até os mais valentões irão se emocionar com essa bela história.

Nota: 96/100 (lançamento e crítica); 95/100 (revisão)

A Descobrir

A Inocência do Primeiro Amor (Lucas, 86) - Um filme bem estilão romances adolescentes bobinhos, que depois teria um filme com uma temática bem parecida, Meu Primeiro Amor (My Girl) com Macauly Culkin. O filme me agradou bastante e está na programação do Telecine Emotion. Trazendo Winona Ryder em seu primeiro papel no cinema e um dos primeiros de Charlie Sheen antes de se voltar para a comédia. Conta a história de um garoto que é é adiantado no colégio e super zuado pelos jogadores. Nas férias ele conhece um garota e se tornam grandes amigos, mesmo ele escondendo seus reias sentimentos por ela. Um filme bem "Sessão da Tarde", mas que vale muito a pena ser visto. [86]

Postado originalmente em 17/08/04.

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