30 janeiro 2006

Cliente Morto Não Paga

Cliente Morto Não Paga (Dead Men Don't Wear Plaid, 82)

Cliente Morto Não Paga, de Carl Reiner, é uma comédia, uma sátira aos filmes noir de muito bom gosto - sempre que possível nota-se que a fotografia está diferente devido ao fato das montagens de filmes antigos, mas nada que deixe o filme menos criativo.
Reiner enxerta situações cômicas e boas piadas ao clima de suspense do filme noir - na verdade não passa de uma excelente comédia temática - utilizando um dos melhores atores de comédia da atualidade.

Apresenta o envolvimento entre o detetive Rigby Reardon (Steve Martin) e Juliet Forrest (Rachel Ward), a mocinha inocente cujo sua personagem é vítima de uma conspiração maligna para conquistar o mundo, de modo fanático há a apresentação dos bandidos, sempre cômica, além de haver uma química esplêndida entre eles. Fora as sensacionais tiradas, que Reiner dá no filme, como logo após a chegada de Juliet ao escritório de Rigby, onde ela fica inconsciente e ele acaba se encantando com ela e "arrumando-a" de modo irônico aos costumes da época (década de 40), ou quando a palavra “cleaning womam” (faxineira) é pronunciada, provocando um ataque em Rigby.

Basicamente a história é contada de modo peculiar e se baseia em um detetive tentando desvendar um enigma (um assassinato) e conquistar a mocinha. Hilariamente, Martin não conquista apenas Juliet, ele conquista a todos espectadores com sua dose de humor no seu melhor papel no cinema. Para ajudá-lo Reiner utilizou cenas de famosos atores em diversos filmes montando-as em Cliente Morto Não Paga, como Humphrey Bogart em seu melhor estilo como alcoólatra e ajudante de Rigby, que mesmo sendo montagem, figura muito bem como o coadjuvante do filme. Além de outras participações: Burt Lancaster, Ingrid Bergman, Kirk Douglas, Alan Ladd, Charles Laughton, entre outros.

Cliente Morto Não Paga é o típico filme sarcástico e satírico, onde Steve Martin rouba a cena e conquista a todos, sem utilizar grandes efeitos, apenas montagens e a ótima trilha sonora de Miklos Rozsa. Esse é um dos melhores filmes de comédia já produzidos, tendo situações e piadas inteligentes, ao contrário da maioria das comédias dos últimos vinte poucos anos, onde não passam de comédias pastelões com piadas que chegam a ser embaraçosas de assistir. Assistam, vale muito a pena. "Um filme empolgante e cheio de ação, como os filmes dos anos 40 costumavam ser!”.

Nota: 96/100 - crítica feita em meados de 2002 (perdoem a falta de qualidade nela - acho que devia colocar essa crítica aliás numa sessão "Críticas do Jardim de Infância" como Gustavo fez)

Escutando: CD (Chutes Too Narrow - The Shins); Música (Everything Will Be Alright - The Killers)

A Descobrir

Perfume de Mulher (Scent of a Womam, 92) - Por mais que o Al Pacino seja a razão do filme ser o que é, não se pode menosprezar os fantásticos diálogos entre Frank e Charlie, pérolas
inesquecíveis. Sem dúvida a melhor performance de Pacino e o melhor filme de Brest. A história de um cego nunca foi tão bem contada, e a cena do tango é simplesmente uma das melhores da história. [100]
Postado originalmente em 16/04/2005.

0 Comentário(s):

Postar um comentário

<< Voltar