30 janeiro 2006

Cazuza

Cazuza - O Tempo não Pára (Cazuza - O Tempo não Pára, 2004)

Ainda bem que apenas gastei dois reais no cinema para ver esse filme super estimado. Sorte minha eu ter ido ver esse filme numa promoção do Cinemark, onde filmes nacionais, num único dia, custaria isso a sessão. Porque o filme é uma grande porcaria. Falaram tanto deste filme, que era um filme lindo e emocionante sobre um dos maiores poetas da música brasileira. Bobagem. É mais um filme com estilo dramalhão hollywoodiano para ganhar dinheiro às custas de um ídolo. A fórmula é sempre a mesma, amenizar a vida de um mito da música, transformando em um herói batalhador. Cazuza não era só aquilo que mostrava no filme, Cazuza era muito mais "porra louca" do que é mostrado, muito mais louco, muito mais drogado, muito mais pervertido e depravado. Cazuza era um ídolo inconsequente de seus atos, e o filme não o mostra assim. E falar que é um belo retrato de alguém com um nome de tanto peso.

Outro motivo que me fez desgostar do filme foi, provavelmente, o fato de eu simplesmente não gostar nem de Cazuza, nem de Barão Vermelho. Reconheço sua importância no cenário musical brasilero, mas não consigo apreciar. Gosto apenas de uma música ou outra, mas nada que me faça gostar da banda. Acho um ultraje dizer que o maior poeta da música brasileira seja ele. Na frente dele ainda vêm Chico Buarque, Renato Russo, Secos e Molhados, Amarante/Marcelo Camelo, entre outros. Mas isso já é questão de gosto. Concluindo, eu fui predisposto a não gostar do filme.

A película narra a história do cantor e líder do Barão Vermelho, Cazuza, durante sua carreira, iniciada em 1981 e terminada com sua morte devido ao vírus HIV em 1990. Sandra Werneck é uma diretora de aluguel, que fez o filme para a mãe passar a imagem de santinho de seu filho. Só se salva pela atuação de Daniel de Oliveira e de Emílio de Mello, e por poucas músicas.

Não posso dizer muito, mas Daniel de Oliveira está muito bem. Mas discordo ao falarem que está sensacional, a melhor atuação do ano, umas das melhores de todos os tempos. Está igualzinho, e blá, blá, blá. Está bem e pronto, neste ano, em atuações brasileria prefiro Pedro Cardoso em Redentor. Só porque está muito parecido fisicamente não significa que está extraordinário. Um que me chamou muito a atenção foi Emílio de Mello, como o produtor Zeca. Marieta Severo e Reginaldo Faria cumprem ses papéis.

Para quem gosta de Cazuza, a trilha sonora vai ser perfeita. com grandes sucessos como a música título O tempo Não Pára, Exagerado, entre outras, a trilha pode até empolgar...mas não passa de uma coletânea. Inclusive, gosto mais da voz do Daniel do que do próprio Cazuza. Tem seus bons momentos na fotografia. Mas para quem espera um retrato genuíno, ou até mesmo cinema de qualidade, fique longe deste filme. Quem quer filmes sobre bandas e similares, procure The Doors, Velvet Goldmine e Quase Famosos.

Nota: 45/100

Escutando: CD (If You're Feeling Sinister - Belle and Sebastian); Música (Luv - Travis)

A Descobrir

Deuses e Monstros (Gods and Monsters, 98) - Encantei-me por demais com este retrato do último ano de vida do diretor de sucessos como Frankeinstein e A Noiva de Frankeinstein, James Whale. Um filme sensível que explora bastante da vida privada do diretor, contando de seu passado e motivo de orgulho. Mostra ainda a bela relação de amizade entre ele e seu jardineiro. Ian McKellen está fantástico, esse cara é genial. Uma pena que sempre vai ser lembrado como Gandalf, ou até mesmo Magneto. O filme já vale só por ele. E o que é aquele final? Um filme inesquecível. [100]

Postado originalmente em 23/11/04.

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